
Sou originalmente de Macau, onde influências chinesas e portuguesas se entrelaçam como marés em movimento. Em criança, mudei-me para a Austrália, crescendo sob céus abertos e perto do mar uma paisagem moldada pela luz do sol, pelo vento e pelo ritmo.
Essa travessia entre mundos vive no meu trabalho. A minha herança manifesta-se através da cor e da forma, enquanto a minha experiência na Austrália influencia a forma como percebo o espaço, o movimento e a natureza. Sinto-me particularmente atraído pela arte e cultura aborígene pela sua profunda ligação à terra, ao espírito e à continuidade, e pela sua compreensão da criatividade como algo vivo, em constante transformação.
A minha prática situa-se entre a abstração e o surrealismo, onde cada obra se torna um diálogo entre controlo e acaso, memória e imaginação. Interessa-me como a emoção pode emergir através de subtis mudanças na composição como o invisível pode ganhar forma através da linha, da textura e do movimento.

